Análise sobre o Livro O triste fim de Policarpo Quaresma

Romance pré-modernista escrito por Lima Barreto, publicado pala primeira vez em folhetins, no ano de 1911 entre agosto e Outubro. Três anos depois em 1915 no Rio de Janeiro, a obra foi impressa pela primeira vez em livro.

Romance narrado em terceira pessoa, possui um narrador que não julga os fatos, deixando assim livre o leitor para assumir sua posição; ou de defesa ou de contrariedade. O narrador passa por papel de leitor de sua própria história, narrando e esperando os acontecimentos. Em discussões entre os personagens, o narrador não se posiciona, nem mesmo julga as suas atitudes. Assim, ao mesmo tempo em que sentimos pena da ingenuidade de Policarpo Quaresma, sentimos graça ao vermos tantos projetos e preocupações incomuns. É a mesma visão que seus vizinhos possuem. Eles diziam que Policarpo não vivia a realidade e que era em vão e estranho um homem que não cursou a faculdade ler tantos livros. Policarpo não era compreendido e não se fazia compreender, pois não buscava isso. Seu principal objetivo era repassar a cultura brasileira e exaltar o que de melhor havia no Brasil. O texto faz uma intertextualidade com Dom Quixote; o autor faz essa comparação tendo em vista que ambos não viviam a realidade, viviam seus sonhos e objetivos, embora parecesse estranho para os outros.

O livro é divido em três partes, que  representam os três grandes sonhos do personagem. Na primeira Policarpo começa a apreender violão. Ele busca nas modinhas brasileiras o resgate da cultura. Na segunda, ele se muda para o sítio, buscando assim retirar das terras brasileiras seu sustento e acreditando que com tanta terra fértil, o melhor a ser feito era aproveitar. Já na terceira e última parte, o Major busca através de sua participação na revolta transformar o país. Acontece que desde o título do livro já está anunciado que o desfecho não será feliz. O brasileiro Policarpo, que tanto acreditava em mudanças e melhoras, que tanto valorizava o que de mais brasileiro havia, acaba sendo acusado de traidor, e morre na prisão. Ele, antes de sua morte, chega à conclusão que toda a sua vida, sua luta e todos seus sonhos foram em vão. A pátria brasileira, pela qual ele tanto sonhou e lutou, não existia.

Fonte: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/triste-fim-de-policarpo-quaresma.html

 

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